quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Aprendendo ser pai e ser filho












Não existe fórmula secreta e mirabolante que nos dê a ferramenta adequada ou a palavra certamente sábia para os nossos filhos. Um dia, talvez, sejamos ultrapassados. Mas, enquanto não chega, coloquemos a vestidura do herói maior para livrar nossos tesouros do mundo.


Aprendemos a ser filho com os filhos e aprendemos a ser pai com os pais. Melhoramos de geração em geração. E a cada uma, somos ultrapassados na fronteira do saber, do dizer, da vida e do mundo que se modifica feito camaleão em carnaval.


Herói e bandido, uma linha tênue, que basta uma contraposição para saltar de um lado para outro. O "não" dado naquele exato momento é o pavil para que isso ocorra no campo do coração. Seremos, futuramente, reconhecido pela firmeza deste "não" mas, jamais o seríamos se o pulso das palavras não tivesse força e convicção.


Em completa mudança em busca de melhorias, ou estacionados no canto do mundo escolhido para viver sem se prestar a querer que realidade mude, participamos ou então meramente assistimos os fatos em andamento. A opção de escolha é livre. Podemos ser pais de verdade e participar ativamente ou podemos ser pais também de verdade e deixar que o único título, o de bandido, nos atormente pelo resto de nossas vidas.








Não se mantém uma relação somente de imposições. A amizade, cumplicidade, lealdade só se adquirem na vivência despojada de limitações. Fazer-se presente não é simplesmente deixar ou não realizar cada atividade. Ao contrário, é levantar questionamentos, é fazer pensar, é correr junto, é rezar e orar de mãos dadas em cada momento possível. É mostrar seu sentimento diante do que é bom. É abraçar forte e saber dizer "eu te amo meu filho e que mesmo não sabendo a resposta para todas as perguntas estou aqui do teu lado para ajudá-lo a descobrir, bem como o que fazer diante de cada obstáculo da vida".


Ailton Domingues de Oliveira
09/08/12
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