sexta-feira, 29 de julho de 2016

#1003grau


"Vim da roça pra fazê as compra na cidade grande. Vi uma murtidão entrano num lugar qui parecia di sê um mercadão. Entrei tamém, uai! Mais eu num vi pratilera nem mercaduria. Achei isquisito mais fiquei firme. Tinha um povo engravatado e pra lá di chiqui. Eles tava numa fila. Pensei: 'já qui to aqui vo acompanhá esse pessoar'. Chegano lá na frente tinha um hómi qui colocava a mão nas pessoa, gritava e elas caia. Fui ficano meio qui esperto. Chego a minha veiz. O hómi gritô: 'Eu te ordeno, sai deste corpo!' Aí eu gritava mais arto: 'Não sai não! Fica!' Ele continuava e mais arto ainda: 'Sai deste corpo!' I eu tamém gritava mais arto qui ele: 'Aqui quem manda é eu. Então o cê fica!' Foi ino e o hómi mi quis empurrá pra eu caí. Aí eu firmei o gorpe e dei-le um empurrão mais forte i ele caiu. Aí eu aproveitei e tramei no pé-du-vido cum ele. Mais ele apelô e chamô os camarada di terno preto e óquilos escuros. Mi jogaro pra fora. Quando vortei pra casa pedi pra dona Severina, benzedera boa, fazê umas reza pra tirá o quebranto qui aquele fi-di-rapariga mi pois. É a vida! Mas o qui será que aquele bocó quiria tirá di mim?"
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