quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sobre o desejo e o ser


Sobre o desejo que entorpece
Domina a sanidade dos dias
Em que a estática razão desobedece
E com o tempo extravasa em alquimia

Sobre o desejo que enlouquece
Trancafia o medo ao coração
A voz da emoção que se emudece
Diante da insana explosão

Sobre o desejo no ser que prevalece
Um ser que no desejo se incendeia
No limiar da chama anoitece
E o calor das almas sob a lua se clareia

Sobre o ser que do mundo se destorpece 
Quebra as correntes e se lança sem medo
Escancara a janela e adormece
E em sonhos revela os segredos

Sobre o ser enlouquecido se acomete
Em desespero real de lógica improvável
Pula do mundo pra viver e promete
Ser feliz sem a norma maldita e miserável
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