sábado, 21 de maio de 2011

Disposição para inovar é que falta

            Disposição. Essa é a palavra escolhida para este início. Disponibilidade, estar disposto, estar a fim, querer, ter força de vontade, não morrer na mesmice, inovar as formas de expressar, inovar as maneiras de dizer, inovar sem perder a essência do amor.
            A quantidade de palavras escritas acima, cresceu e se intensificou, ampliando o sentido inicial de ‘disposição’.
            Aonde chegar com essas informações ?
            Alguns fatos foram notados, outros vivenciados, outros aprendidos na teoria e prática ou ainda com experiências de terceiros.
            As relações entre homens e mulheres construídas ao longo do tempo diversificaram muito.
            Hoje, pode se considerar que a proporção de casamentos desfeitos aumenta muito mais do que os casamentos propriamente ditos. Por medo de toda a burocracia na hora da separação legal, as pessoas evitam a formalidade, ou seja, para não terem obstáculos na hora da divisão de bens e outros acertos mais, simplesmente, usando o popular, elas juntam os trapos. Quando se resolvem juntar, pensam muito mais nas possibilidades de não dar certo, do que nas formas de não deixar a relação cair na monotonia. Logicamente existem os que casam e levam uma vida matrimonial normal, bem como os que se juntam e também vivem normalmente.
            A família, nossa primeira instituição e escola, fonte de todo o alicerce e educação primários, deixou de ter sua importância. Causas disso tudo, pode ser a busca de tanta evolução, a corrida pela liberdade desenfreada, a omissão de pais que não se metem na educação de seus filhos para evitar invadir o espaço deles.
            Tirando as inúmeras conseqüências causadas pela falta de um alicerce familiar, principalmente entre os pais, chegamos a um problema ainda maior: as relações de apego, onde falta o principal, o sustento, a raiz, o amor.
            Sem base, as relações começam. Com a frieza que o mundo prega, onde tudo pode, tudo é permitido, em qualquer hora e lugar, dão-se os primeiros passos ...
Por outro lado,  a maioria quer assumir ninguém. As pessoas não querem arriscar uma relação duradoura. Preferem apenas o impacto do momento, a ‘pegação’, antes tratada como ‘o ficar’. Assumir uma pessoa para que, se pode ter várias sem assumir nenhuma ?
Inicia-se neste momento o movimento íntimo para sua derrocada, sua queda futura. Relações puramente superficiais, sem diálogo, sem conhecimento, sem crescimento, sem maturidade. Um alicerce em cima da areia, onde qualquer brisa pode derrubar. Uma semente jogada entre as pedras, impossibilitada de crescer e frutificar.
Relembrando a palavra ‘disposição’ e colocando em tempos atuais. Para quem busca uma relação normal, não aquele normal para o mundo e sim o normal para os padrões de qualquer ser humano que tenha uma família e uma educação, deve-se ter a consciência de que o tempo se encarrega de mostrar um ao outro, principalmente com os defeitos de cada um, pois as partes boas, foram de certa forma cultivadas.
A disposição de aprender e inovar a relação pode ser um dos passos que considero importante.
Para que não surjam apenas ‘tentativas’ de casamentos, a sociedade, a igreja, o ser humano deve ter total consciência de que não pode acelerar a relação tal qual  o mundo acelera seu desenvolvimento tecnológico.
Podemos até ter sido frutos de relações desse tipo, ou podemos ter presenciado de perto ou a distância, outras tantas que se dissolveram, fracassaram, sucumbiram diante da falta do alicerce seguro. O que não podemos é continuar dando os mesmos passos em falsos e tropeçar nos mesmos obstáculos que já conhecemos. A família deve continuar sendo o grande berço de cada um.


Ailton Domingues de Oliveira