sexta-feira, 20 de maio de 2011

Poesia para minhas mães no céu


“É difícil demais a falta que você me faz
Tua presença distante, tão bela e importante
É difícil demais a dor pela saudade provocada
Inconsolável tristeza pela tua voz amparada

Após a dor, teu nome é o remédio
O teu amor me abrange e cura todo o tédio
No desespero eu te chamo a socorrer-me
Quando de cara no chão te gritava a levantar-me

Tua mão que ostentou os primeiros passos
Teu calor que me ensinou o valor de um abraço
Tua voz em cada tom de palavra entoada
O que se podia e o que se devia, me norteava

É difícil demais viver sem te ter presente
Imaginar os teus gestos e senti-los ausentes
É difícil demais viver só com tua lembrança
Imaginar-te correndo atrás de mim, sua eterna criança

É difícil demais a vida sem o seu toque colorido
Tornou-se um caminhar solitário e sofrido
Agarrei-me no que pude, diante de suas lições, que ora ganhei
Tornei-me os seus olhos e sua esperança nas terras que desbravei

Mãe: remédio, esperança, confiança, alegria...
Aos homens o título de herói...
Em vocês, na personificação de Maria,
A consagração com o título de guerreira

Mães do céu e da terra
De nossa comunidade e de nossa cidade
Do Brasil e do mundo
O nosso muito obrigado
Por ser, simplesmente tudo, nossa mãe!”

Dedico esta poesia às minhas avós Iolanda e Aparecida que tanto me ensinaram com sua humildade e simplicidade, bem como a todas as mães que hoje não fazem parte deste mundo.

Ailton Domingues de Oliveira

08/05/11
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